Nova lei e influenciadores: o que muda para marcas, agências e criadores em 2026
Em janeiro de 2026 passou a valer a Lei nº 15.325/2026 (sancionada em 6 de janeiro), que reconhece e regulamenta o exercício da profissão de “multimídia”. Na prática, ela enquadra a criação e a distribuição de conteúdo digital como atividade profissional quando há finalidade comercial.
O que a lei define (em linguagem de marketing)
A lei descreve o profissional multimídia como alguém (nível técnico ou superior) apto a atuar em criação, produção, captação, edição, planejamento, gestão, programação, publicação e distribuição de conteúdos (som, imagem, vídeo, texto, animação) em mídias eletrônicas e digitais. Também lista atribuições bem próximas do nosso dia a dia: sites/portais, redes sociais, interfaces digitais, animações, jogos e direção de conteúdo audiovisual.
O ponto central: não é sobre “censurar internet”. O foco é dar estrutura jurídica a um mercado que virou profissão, sem atingir quem posta por hobby ou sem objetivo econômico. E, apesar do debate público, a lei não entra no mérito de ética, desinformação ou impacto social — ela mira enquadramento profissional e segurança contratual.
O que muda, de verdade, nas campanhas com creators
- Contratos mais completos: entregas, formatos, prazos, exclusividade, aprovações, direito de uso de imagem e condições para impulsionamento do conteúdo.
- Documentação e rastreio: briefing formal, evidências de entrega (links/prints), UTMs/códigos e relatórios de performance.
- Formalização: a lei não “cria um imposto novo” sozinha, mas reforça o entendimento de atividade profissional — e isso tende a acelerar boas práticas de comprovação e organização da prestação de serviço.
Checklist prático para marcas e agências (Trade Ads)
- Tenha um kit padrão:
briefing + contrato + guia de marca + cronograma.
- Defina
usage rights: onde a marca pode repostar/impulsionar e por quanto tempo.
- Amarre
KPI e atribuição: o que é sucesso, como medir e qual janela de análise.
- Crie um playbook de
compliance: claims permitidos, políticas de plataforma e regras de publicidade (ex.: identificar conteúdo patrocinado), mesmo quando isso vier de outras normas e autorregulação.
Dica rápida: mapeie os creators recorrentes, crie uma tabela de entregas e organize um repositório com aprovações, arquivos e links de cada campanha.
Por que isso é oportunidade (e não só burocracia)
Creator marketing fica mais maduro quando vira processo: mais previsibilidade, menos retrabalho e mais proteção para marca e criador. Quem se adaptar primeiro vai contratar melhor, medir melhor e escalar com menos risco.
Quer padronizar seus contratos e montar um processo de creator marketing (briefing → contratação → rastreio → relatório) já alinhado a 2026?
Chame a Trade Ads e a gente estrutura isso com você.







































































































